Médicos Dentistas

A realidade do turismo dentário na Hungria

O turismo dentário na Hungria é cada vez mais uma realidade. Um inquérito realizado em 2018 a pessoas que viajaram para a Hungria para tratamento dentário revelou que estas tinham poupado, em média, 7 240 euros no tratamento, mesmo depois da respetiva dedução dos gastos associados à viagem e alojamento.

Muitos dos turistas odontológicos recorrem a fóruns de viagens online, como o TripAdvisor, no qual partilham as suas principais questões sobre a acessibilidade do destino, a segurança, a qualidade do tratamento e a tecnologia oferecida nas clínicas dentárias.

Segundo uma pesquisa realizada pela FirstMed Services, que garante tratamentos dentários na Hungria para visitantes da Alemanha, Áustria, Suíça e Itália há mais de 20 anos, a poupança dos “turistas odontológicos” continua a crescer.

Em novembro, a empresa divulgou os resultados do seu terceiro inquérito a pessoas que tinham viajado para a Hungria a partir destes quatro países para tratamento dentário desde 2009. Em 2010, os inquiridos pouparam uma média de 6 301 euros, mesmo após a dedução das despesas de deslocação e alojamento. Um inquérito de acompanhamento, realizado em 2013, revelou que a poupança média em termos de custos de tratamento tinha aumentado para 7 128 euros. O último inquérito, ao qual responderam 2 550 doentes, estimou a poupança média de custos em 7 240 euros.

A empresa explicou que quanto mais complexo o tratamento, maior a economia e, portanto, uma procura tem sido crescente para procedimentos complexos, como, por exemplo, a colocação de implantes dentários.

Eszter Jopp, fundador e CEO da FirstMed, disse ao Dental Tribune International que “a grande maioria dos pacientes que responderam ao último inquérito (77%) receberam coroas ou próteses parciais fixas na Hungria”. De acordo com Jopp, 66% dos entrevistados de 2018 disseram que tinham sido submetidos a tratamento com implantes dentários no país, “o que representou um aumento de 11 pontos percentuais nos procedimentos de implantes reportados nos resultados de 2010 e 2013”.