Ensino

Italianos, franceses e espanhóis: um em cada cinco estudantes de medicina dentária é estrangeiro

estudantes medicina dentária - Saúde Oral

Um em cada cinco estudantes de medicina dentária que frequentam os cursos universitários em Portugal é estrangeiro. Os dados são da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), que revela ainda que entre os estudantes estrangeiros estão, sobretudo, italianos, franceses e espanhóis.

A informação consta do relatório ‘Números da Ordem’, com dados referentes ao ano de 2016, e faz uma análise a todas as faculdades do país com cursos de medicina dentária, incluindo as privadas, revelando que cerca de 20% dos seus alunos são de outros países.

As faculdades privadas são as que têm um maior volume de alunos estrangeiros, uma dinâmica que pode ser explicada pela dificuldade que estes estudantes têm em entrar nos cursos nos seus países de origem, onde existe uma maior restrição de vagas, aquela que tem sido, aliás, uma reivindicação da Ordem dos Médicos Dentistas.

Os ‘Números da Ordem’ indicam ainda que dos 3200 alunos inscritos em cursos de mestrado integrado de medicina dentária, 20% são estrangeiros e desses, 39% são franceses, 25% são espanhóis e 23% são italianos.

“Nesses países é mais difícil, devido à existência de ‘numerus clausus’, entrar em medicina dentária e muitos jovens dirigem-se para estudar em Portugal, onde a qualidade do ensino é reconhecido, o que é positivo. Estas pessoas voltam depois aos países de origem pela questão da empregabilidade, porque em Portugal não há as oportunidades em termos de trabalho que têm nos seus países. Esta é sem dúvida uma oportunidade a explorar pelas faculdades em Portugal, porque permite reduzir o número de alunos portugueses sem perda de receita. Seria uma forma de as instituições contribuírem para minimizar o problema flagrante de excesso de médicos dentistas”, defende a Ordem dos Médicos Dentistas.