Clínicas dentárias

LX Clinic – Oral Care Center: “Temos uma clínica de ponta”

LX Clinic – Oral Care Center: “Temos uma clínica de ponta”

A LX Clinic existe há cinco anos, mas o ‘núcleo duro’ da equipa já trabalha em conjunto há muito mais do que meia década. Apesar de recente, o projeto já é um sucesso muito devido ao seu mentor, António Amorim, acreditar na importância de se estabelecer uma relação com o paciente. “Por vezes, as clínicas começam a ser como uma fábrica, mas os doentes privilegiam muito o contacto com o médico”.

A LX Clinic – Oral Care Center nasceu há cinco anos e António Amorim, o seu diretor-clínico, tem pena de não ter ‘embarcado’ nesta aventura de abrir o próprio espaço mais cedo. É que, olhando para esta meia década, o balanço é “muito positivo. Devíamos ter feito isto há mais tempo”, reforça o médico dentista, justificando que “por vezes subestimamo-nos um pouco”.

Nesta clínica situada na zona das Amoreiras, em Lisboa, mais do que uma equipa encontrámos uma família que há anos trabalha em conjunto. Tudo começou quando a maior parte dos seus elementos trabalhava (já em equipa) numa outra organização, onde “durante muitos anos foi fantástico e contribuímos para o desenvolvimento da medicina dentária”. Entretanto, “por vários fatores, a filosofia de trabalho dessa entidade alterou-se e tornou-se impraticável para nós”. Como António Amorim e a sua equipa já não se identificavam com a filosofia de trabalho vigente “reunimos, resolvemos sair e abrir este espaço”. E a partir daí “foi dar a continuidade àquilo que já fazíamos”.

Uma particularidade curiosa respeitante à equipa da LX Clinic é que o diretor-clínico e professor convidado da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa na área da dentisteria operatória trabalha com ex-alunos, pois ao longo dos anos foi “recrutando os melhores”.

Em relação a trabalhar com aqueles que foram seus pupilos, o médico dentista salienta que “há a vantagem de nos conhecermos muito bem”, assim como “todas aquelas inerentes à sabedoria de cada um” e existe igualmente “um grande respeito entre todos”. Quanto às desvantagens, António Amorim faz uma analogia com o casamento: “enquanto existir paixão, as coisas funcionam muito bem. Quando a paixão desaparece ou cada um vai para o seu lado, ou as pessoas disfarçam”.

Estabelecer relações

A LX Clinic abriu “mesmo na altura da crise”, mas o facto de “já termos muitos anos de experiência e nome na praça” contribuiu para o sucesso do projeto. Por outras palavras, “os meus pacientes vieram comigo”. E o responsável admite mesmo que “se não tivessem vindo no início tinha sido um fracasso”. No entanto, nos últimos anos o número de clientes tem vindo a crescer. Algo que António Amorim acredita que o facto de “sermos bilingues em várias línguas, de termos aqui perto o Liceu Francês e esta ser uma zona de embaixadas, ou seja, estarmos numa área premium de Lisboa, ajudou”.

LX Clinic – Oral Care Center: “Temos uma clínica de ponta”

Mas o mais importante nesta captação e, no fundo, fidelização dos pacientes é a preocupação em estabelecer uma relação com eles. “Sempre trabalhamos muito perto do doente e privilegiamos muito isso”, reforça o médico dentista, explicando que “por vezes as clínicas começam a ser como uma fábrica. Mas os doentes privilegiam muito o contacto com o médico e é importante a empatia, sobretudo porque passam aqui muitas horas”. Na verdade, para o diretor-clínico, esta relação que se estabelece com o paciente “é o elo que faz funcionar” o projeto. E em todos estes anos de trabalho, “tirando aqueles que, entretanto, faleceram ou que se mudaram geograficamente, o meu núcleo de pacientes mantém-se o mesmo”.

Investir na formação

A clínica é constituída por várias valências, como cirurgia oral, dentisteria, endodontia, implantologia, oclusão, odontopediatria, ortodontia, periodontologia, prostodontia, sedação consciente – controlo da dor e da ansiedade, higiene oral e um laboratório. “Estamos muito vocacionados para a parte da reabilitação estética, mas temos ainda outras áreas relevantes, como a odontopediatria e a ortodontia”.

Tudo isto sempre apoiado por tecnologia de última geração e, por isso, o médico dentista considera que “temos uma clínica de ponta”. Mas além do investimento na tecnologia, a LX Clinic prima igualmente pelo investimento na formação da equipa, sendo esta “uma das nossas grandes apostas”. António Amorim especifica que “investimos muito dinheiro em formação, tanto ‘lá fora’ como ‘cá dentro’. E temos excelentes ligações com colegas estrangeiros, principalmente em França e em Itália”.

Crescer com “os pés na terra”

Feliz e orgulhoso com o rumo que a LX Clinic tomou, em termos de projetos futuros António Amorim pretende “manter a clínica e não temos grandes pretensões de crescimento”. O importante “é crescer devagarinho sempre com os pés na terra. Temos investido muito em material e em equipamento e esse vai continuar a ser o nosso objetivo para os próximos anos”; bem como “melhorarmos constantemente o espaço e apostarmos na formação da nossa equipa, nomeadamente dos nossos assistentes, administrativos e das rececionistas”.

E qual a meta: “dentro daquilo que temos tentarmos melhorar e fazer o mínimo de erros possíveis”. Aliás, para António Amorim, este é um dos grandes desafios do dia-a-dia de um médico dentista: “ter a coragem e a humildade de tentar melhorar porque fazemos imensas asneiras e quem disser o contrário está a mentir. Mas aprendemos muito com os nossos erros”. Daí o diretor-clínico acreditar que, a partir do erro, o profissional de medicina dentária deva tentar “melhorar e saber refazer aquilo que não fez bem sem penalizar o paciente”.

“Isto da medicina dentária estar sempre a evoluir é um pouco uma falácia”. Neste sentido, António Amorim acredita que houve um grande boom nos últimos anos, “mas a evolução agora é pequenina e é ao nível de materiais novos”, nomeadamente os de “utilização corrente que se vão modificando, como adesivos e compósitos; talvez seja esta a parte onde haja mais efervescência atualmente”. Esteticamente falando, “tanto na parte de retalhos como de tecidos moles há um constante aperfeiçoamento”. Neste ponto houve também uma mudança de paradigma, já que “as pessoas começaram por querer tudo fantástico e igual e agora, dentro do fantástico, querem o diferente, ou seja, querem ter os dentes naturais, mas ótimos. E tudo mais ou menos condicionado à forma da sua cara”, conclui.