Clínicas Dentárias

De Bocca em Bocca

João Abel Moura, Jaime Guimarães e Pedro Braga são os rostos por detrás de um projeto que nasceu há dois meses em plena Avenida da Boavista, na cidade do Porto. Fomos conhecer a clínica Bocca.

João Abel Moura, Jaime Guimarães e Pedro Braga. Por nenhuma ordem em especial, apenas foi assim que se apresentaram os três sócios da Bocca, um projeto que nasceu há dois meses em plena Avenida da Boavista, na cidade do Porto. Em comum tinham várias coisas, nomeadamente um método de trabalho similar e que não encontravam nos projetos onde colaboravam. A vontade de criar algo novo e diferenciado acabou por ganhar força e após terem encontrado o sítio ideal, em seis meses o projeto materializava-se na Bocca. E já com clientes.

O espaço é minimalista e apela ao conforto. A sala de espera mais parece uma sala de estar lá de casa, algo que depois os sócios nos explicaram ter sido claramente propositado. Os brancos são dominantes e as “transparências” também. Ao caminhar pela clínica, o vidro em substituição da parede ou porta dita a tendência.

Principal elemento para abrir um espaço: pacientes

Provavelmente um dos fatores mais diferenciadores deste projeto é a experiência dos três sócios. Jaime Guimarães já está no mercado há 25 anos e sempre teve o seu projeto pessoal até ter aceite o convite para diretor clínico da Maló Porto, algo que implicava exclusividade. “Foi irrecusável. Gostei muito, mas a determinada altura decidi sair”. A acompanhá-lo na saída da Maló estiveram Abel Santos Moura e Pedro Braga, que igualmente já tinha experiência em projetos pessoais. Depois de passarem pela Clínica Parque da Cidade, era altura de juntarem forças e experiências e avançarem para um projeto em conjunto. “Até porque tínhamos o principal elemento para abrir um espaço: os pacientes”, explanou Pedro Braga. “Sempre trabalhamos juntos, sempre partilhamos os doentes”, enfatizou Jaime Guimarães.

De Bocca em Bocca

Os três especialistas – Pedro Braga em ortodontia e João Abel Moura e Jaime Guimarães em cirurgia oral – resolveram então abrir uma clínica “nova”. “Sim, porque de nova era só mesmo o espaço”.

Saber o que querer

O que faziam questão que este novo projeto tivesse? Pedro Braga foi o mais rápido a responder: “Organização clínica”, enumerou. “Organização de receção, de corpo clinico… Queríamos uma gestão de clínica à nossa medida. Fixa, com o método de trabalho que temos em comum”. A clínica abriu com 12 pessoas, das quais 11 já se conheciam. “São pessoas que já se identificavam, não tivemos de dar praticamente formação, tivemos o cuidado de ir buscar colaboradores que sabíamos que iam comungar do nosso projeto”, explicitou Pedro Braga.

A Bocca tem um corpo clínico de seis médicos dentistas, que abarcam todas as especialidades e técnico de próteses ‘residente’. “Para manter o nível de satisfação a que os nossos pacientes estão habituados tinha de ser a tempo inteiro”, disse João Abel Moura.

Medicina 4D

Quando os projetos atingem determinada dimensão há algo que inevitavelmente se perde. Nomeadamente, a relação humana. Pois é precisamente esse o grande foco dos três sócios: garantir que a componente humana seja a que lidera a clínica. “Criamos o conceito de Medicina Dentária 4D. Porque do ponto de vista de tecnologia de que tanto se fala, do 3D, estamos muitíssimo bem equipados. Temos do melhor que há. Só há dois aparelhos de radiologia como o nosso em todo o país. Temos microscópio, laser, temos fototerapia. Mas, no nosso entender, isso não serve para nada se não houver uma forte componente humana. A quarta dimensão é precisamente essa: a humana”, reforçou Pedro Braga.

Clinica Bocca, no Porto

Jaime Guimarães acredita que as competências técnicas fazem com que o sucesso de uma clínica seja sustentado no tempo, mas afiança que o principal capital que, ao fim de 25 anos de carreira tem, é o humano. “Posso ter muitos títulos, doutoramentos, mas o meu principal orgulho é ter pacientes que me seguem na quarta clínica diferente por uma questão de confiança. Se não fosse por mim, não andavam a passear de clínica em clínica. E quero acreditar que tem a ver com a parte humana”. Resumo: a componente técnica aliada à vertente humana ditam o sucesso de um projeto.

Formação é aposta

Quando questionados sobre a preparação dos jovens médicos-dentistas para a atividade, o “trio” de sócios é unânime em achar que é parca. Daí que voltamos ao mesmo: se tivessem que contratar alguém, contratariam pela sua componente e capacidade humana e não propriamente pela técnica. Até porque uma das grandes apostas da Bocca é precisamente a formação. A clínica tem um espaço dedicado para “lecionar”, tendo inclusivamente anexo um consultório – em vidro pelo que se pode ver para dentro – que permite fazer cirurgia “em direto”. O projeto comtempla ainda crescer para a vertente da medicina estética, seja obesidade, ‘anti-aging’ ou estética da face.