Clínicas Dentárias

Clínica Dr. Pedro Paúl: Tradição aliada à evolução e inovação

Clínica Dr. Pedro Paúl: Tradição aliada à evolução e inovação

Abraçar a evolução, garantir a inovação e respeitar a tradição. Estes são os valores que a Clínica Dr. Pedro Paúl, no Porto, “insiste” em perseguir. Miguel Pavão, diretor-clínico, explicou à Saúde Oral que atualmente regem-se por dois grandes vetores: a multidisciplinaridade, o diagnóstico precoce e a intervenção conservadora.

Sem tradição, a história das coisas, dos sítios, das pessoas, acaba por se perder. Ou, pelo menos, desvirtuar. Mas sem inovação, a continuidade não é garantida. Sobretudo quando a continuidade que se deseja é sustentada. Pois é exatamente isso que a Clínica Dr. Pedro Paúl tem vindo a prosseguir. E, claramente, perseguir. É que apesar de estarem há 13 anos nas atuais instalações, no edifício Capitólio, no Porto, a história já se contava em outras paragens. Na emblemática Rua de Santa Catarina, António Paúl, pai de Pedro Paúl, estomatologista e um dos percussores da introdução da implantologia em Portugal, já fazia carreira. Herdou-a também do seu pai, igualmente estomatologista e otorrinolaringologista.

E mesmo quando a história insiste em baralhar as cronologias – o Dr. Pedro Paúl faleceu o ano passado, aos 57 anos – há que ser contada. Miguel Pavão, fundador da Mundo a Sorrir, uma associação sem fins lucrativos que conta já com mais de 10 anos de atividade, integra o projeto da Clínica Dr. Pedro Paúl desde o início. Hoje assume a sua direção-clínica e explicou à Saúde Oral que esta faceta de respeitar a tradição assume particular relevância neste projeto. “O melhor reconhecimento que temos é o dos nossos pacientes e aqui temos pessoas com 55 anos de casa. O que quer dizer que, quando olho para a ficha clínica desses pacientes, vejo a história da medicina dentária lá escrita. Desde os primeiros implantes ainda não osteointegráveis até ao conceito que hoje defendemos, que é ter uma base de prevenção e conservação. Ou seja, uma medicina dentária minimamente invasiva e altamente preventiva”.

Dinâmica de conceito

Aliás, desde que a clínica abriu o seu próprio conceito já se alterou, acompanhando a evolução da medicina dentária. “Atualmente temos dois grandes vetores: a multidisciplinaridade e o diagnóstico precoce e intervenção conservadora. Ou seja, o tal conceito de minimamente invasivo”, explicou Miguel Pavão.

O corpo clínico é composto por 11 médicos dentistas e um estomatologista. “É algo que igualmente nos diferencia, termos estomatologia e medicina dentária. Não devíamos andar de ‘costas voltadas’, mas antes encontrar sinergias e áreas de conhecimento. Sabemos que a estomatologia tem uma vertente mais hospitalar, mais de patologia oral, de medicina oral. O que se adapta perfeitamente na nossa lógica de intervenção que é baseada em três princípios: saúde, função e estética”.

Nesse aspeto, o clínico enfatiza o facto da parte da “saúde” é “fundamental para nós”. Para garantir a tal vertente de prevenção, a clínica dá particularmente atenção ao seu departamento de periodontologia, do qual faz parte a Dr.ª Inês Faria, que recentemente conquistou o Prémio Saúde Oral “Figura do Ano na área da Periodontologia”, a Dr.ª Ariana Silva, higienista oral, e o professor Gil Alcoforado, que colabora com a clínica na área das cirurgias avançadas. “Nenhuma clínica aguentaria se não inovasse e não tivesse princípios de atuação”, acautelou o médico dentista. Na clínica Dr. Pedro Paúl, Miguel Pavão garante que esses princípios são a competência, o rigor e a seriedade profissional. “O saber médico é algo que as nossas batas devem continuar a representar em termos do que é o conceito da medicina dentária”.

Entrada de novos profissionais

Entretanto, o mercado mudou. E o que se pretende com estas mudanças, diz Miguel Pavão, é que a sociedade fique mais satisfeita e com mais acesso à saúde oral. “Mas o que estamos a assistir é que esta democratização não está a corresponder a um princípio fundamental: a garantia da qualidade dos procedimentos”. E isso, diz o médico dentista, pende essencialmente para dois fatores: uma deterioração do nível de formação e uma deterioração na assistência dos cuidados médico-dentários, nomeadamente pela lógica das clínicas, forçadas pelo facto do mercado estar agreste, aceitarem tudo”. E o tudo é basicamente desde material que não garante as condições ideias às competências dos médicos dentistas, que acabam por sair defraudadas. “Se os preços baixam muito é óbvio que o investimento em formação não vai ser o mesmo, a valorização do trabalho e o tempo de consulta não vão ser os mesmos. Não podem ser”, lamenta.

Assim, e em jeito de resumo, o profissional admite que se, por um lado, é benéfico haver um maior número de colegas médicos dentistas, por outro lado é prejudicial que esse número seja desproporcionado para a demanda do mercado. “Acaba por ser um processo de seleção natural, feito pelos próprios clientes”.