Ensino

Faculdade de Medicina do Porto diz que está a sofrer de “subfinanciamento crónico”

faculdade de medicina dentária da Universidade do Porto

A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto defendeu esta semana em declarações à RTP que existe o risco de a instituição perder qualidade devido a um subfinanciamento crónico. O ministro do Ensino Superior refere que cenários de pré-ruptura financeira são “pura ficção”.

“Não há qualquer pré-ruptura, isso é falso. Temos acompanhado sistematicamente o acompanhamento das instituições. Temos um grupo de monitorização que tem mostrado essencialmente o contrário. Há um movimento de crescimento”, referiu o ministro em declarações à RTP.

A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto diz, no entanto, que “nada podia estar mais longe da realidade”. De acordo com a Diretora da Faculdade de Medicina do Porto, Maria Amélia Ferreira, “nós temos um orçamento de 10 milhões de euros e o nosso custo de Recursos Humanos são de 13 milhões de euros. Portanto há 3 milhões de euros que são pagos com receitas próprias, são pagos por propinas e são pagos por prestação de serviços”.

Segundo a responsável, esta falta de financiamento compromete assim a formação médica e a investigação. “Ensinar medicina implica ter laboratoestimulação, implica ter softwares dedicados à aprendizagem de outro tipo, implica ter um acréscimo de pessoal docente de qualidade”, acrescenta.

Já Miguel Pinto, Diretor da Faculdade de Medicina Dentária, sublinha que “grande parte do corpo docente vai ter que se reformar e vamos ter que revitalizar o corpo docente e eu temo que seja difícil fazer novas contratações para o quadro no quadro legal em que vivemos”.

Para além das limitações na contratação de pessoal docente, as faculdades denunciam ainda a impossibilidade de comprar equipamento para as aulas práticas e o facto de apesar do aumento do numerus clausus não estarem a receber mais por cada aluno como dita a legislação.