Clínicas Dentárias

Clínica São Gonçalo: Tecnologia ao serviço da medicina dentária

Clínica São Gonçalo - Saúde Oral

O bom ambiente que se vive na Clínica de S. Gonçalo, em S. Miguel, nos Açores, é um dos segredos do sucesso. Ao espírito de equipa junta-se a tecnologia de última geração, que permite tratamentos rápidos, eficientes e clientes satisfeitos. Por dia chegam a fazer 150 consultas, com muitos pacientes oriundos dos EUA, num projeto que conta já com 15 anos.

O que se poderia pensar de uma clínica de medicina dentária implantada em Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel, nos Açores? Um ambiente calmo, uma equipa relativamente pequena e poucos clientes? Esqueça! Assim que entramos na Clínica de São Gonçalo sentimos a azáfama da equipa que percorre os dois pisos de um espaço onde o branco impera. Ao todo são praticamente 40 as pessoas que trabalham no projeto liderado pelo médico dentista Miguel Sousa Lima, que descobriu o fascínio pela medicina dentária na adolescência, quando começou a ser seguido nas consultas de Fernando Mendonça. “Na altura estava com problemas de ortodontia e comecei a fazer tratamentos em Lisboa. Foi com o Dr. Fernando Mendonça que comecei a gostar da profissão”. Acabou por entrar no curso de Medicina Dentária no Monte da Caparica e ficou fascinado com a profissão, que considera “extremamente exigente e interessante. Na altura conheci o Dr. Ginjeira, que trabalhava com o Dr. Fernando Mendonça, e foi assim que entrei no universo da Medicina Dentária”.

Foi através de António Ginjeira que Miguel Sousa Lima começou a ponderar a abertura de uma clínica nos Açores. “Ele disse-me que tinha muitos pacientes dos Açores e que eu devia montar uma clínica, pois estava disposto a trabalhar comigo nesse projeto. Achei que era uma oportunidade única e fiquei a pensar no assunto”. Na altura, Miguel Sousa Lima vivia em Lisboa, estava a fazer a pós-graduação em Implantologia e voltar para S. Miguel era um desafio. “Acabei por abrir a Clínica de S. Gonçalo em S. Miguel com quatro gabinetes e o Dr. Ginjeira vinha fazer os casos de implantologia. Fazíamos alguma reabilitação, a minha mulher – Marta Sousa Lima – também se mudou para cá e montou o seu gabinete, onde fazia mais dentisteria e pediatria. Eu dediquei-me à reabilitação oral e endodontia”.

Miguel Sousa Lima

Miguel Sousa Lima

A implementação do trabalho por especialidades, num meio pequeno, foi difícil. “Quando contratámos a higienista oral e explicávamos aos pacientes que a higienização ia ser feita por outra pessoa isso não era bem aceite. ‘Só confio em si e quero ser tratado por si’ diziam. Tentava explicar que existiam dentistas mais dedicados a certas áreas, para tentar mudar as mentalidades, mas no início confesso que foi difícil”, recorda.

Acidente na neve – o momento da viragem

Um acidente na neve, que obrigou António Ginjeira a parar a prática clínica durante algum tempo, obrigou Miguel Sousa Lima a assumir os casos de implantologia e a abertura de um laboratório de prótese dentária no mesmo piso da clínica permitiu um aumento dos casos de reabilitação oral. “Tive muita aceitação pela população, sinceramente fiquei surpreendido. Em 2010 começámos a atender muitos pacientes vindos dos EUA, através do poder do boca a boca”, que para o médico dentista é a melhor publicidade. “Começámos a receber a visita de pacientes luso-descendentes que viviam nos EUA, que estão apenas a 4h de viagem, e onde os tratamentos dentários são muito mais dispendiosos”. Neste caso, os pacientes aproveitavam a viagem a S. Miguel de visita à família para agendar tratamentos dentários, muito mais baratos em comparação com os EUA. “O nível de prestação de cuidados de saúde oral em Portugal é dos mais avançados que existe. As pessoas vinham fazer os tratamentos, gostavam e começou o passa a palavra”.

Ao ponto de terem de ampliar a clínica. “Em 2010 comprámos o piso superior, que ampliámos para uma sala de espera maior. Mudámos o conceito da clínica para um espaço mais confortável e diferente, com um espaço lounge e isso foi o rastilho. Teve muito boa aceitação na população”. Atualmente têm um nível de 150 consultas por dia e garante que se trata de um crescimento sustentável que já leva 15 anos. “Primeiro montávamos um gabinete e só quando tínhamos pacientes suficientes é que pensávamos em incorporar um novo gabinete. Hoje em dia temos quase todas as áreas da Medicina Dentária e áreas que vão mais além, como a maxilo-facial, nutrição ou cirurgia plástica”.

Clínica São Gonçalo - impressão 3D

Dentista high-tech

Miguel Sousa Lima é o que podemos apelidar de dentista high-tech! É que os seus olhos brilham ao mostrar o funcionamento da CEREC em combinação com o CBCT. “Temos pacientes que vêm de outras ilhas, dos EUA ou pessoas de férias nos Açores e que querem uma resposta rápida. Como não havia muitos laboratórios de prótese dentária nos Açores decidi comprar uma CEREC (CAD-CAD) pela resposta automática que conseguimos dar para onlays, coroas na hora ou uma diversidade de trabalhos que se conseguem fazer numa side share solution”.

Hoje em dia, Miguel Sousa Lima consegue ter uma perceção de materiais que anteriormente não tinha. “Hoje trabalho com coroas de metalo-cerâmica, zircónia, materiais híbridos ou outros materiais novos e temos de adaptar esses mesmos materiais e ver quais as vantagens para o paciente. Como clínico foi muito enriquecedor ter essa visão do laboratório”. O médico dentista dispõe do sistema completo: “Tenho a CEREC e a fresadora a trabalhar em conjunto com o CBCT e conseguimos fazer cirurgias guiadas. Uma guia cirúrgica na CEREC demora 30m. Fazemos a cirurgia e temos a coroa provisória. O que me fascinou foi a implantologia digital e o que conseguimos fazer com a tecnologia”. Exemplo disso foi a colaboração com Filipe Aguilar num caso que batizaram de ‘endodontia reversa por CBCT’ (ver caixa).

Clínica São Gonçalo - laboratório de prótese

Atualmente Miguel Sousa Lima tem três clínicas, duas em S. Miguel e uma em Lisboa porque considera importante estar na capital pela visibilidade e pela aposta que estão a fazer a nível da formação, uma área que descobriu recentemente e que confessa estar a gostar. “É uma das áreas que gosto, dar formação em implantologia digital, ou seja, a implantologia aplicada às novas tecnologias. Porque o digital não é só o CEREC nem o CAD-CAM nem o raio-X. É tudo isto. E não deve haver motivação maior do que conseguir que o nosso trabalho se transforme no nosso hobbie. Passa a ser gratificante trabalhar em algo que se gosta tanto”.

As melhores ideias são sempre as mais simples e as que começam com um ‘e se…’ Neste caso tudo começou com o desafio de Filipe Aguilar a Miguel Lima. “É possível fazer guias cirúrgicas de acesso, através de CBCT, numa coroa com acesso aos canais para fazer uma endodontia através de uma coroa já com o acesso ninja”. Este foi o desafio aceite por Miguel Lima, que fez uma coroa com os acessos aos canais. “Como era um material híbrido era fácil de trabalhar, o compósito adere perfeitamente. Fizemos os acessos e a endodontia e fechámos os canais. É mais uma das possibilidades que o mundo do digital permite. Soluções que há uns tempos pareciam ficção científica”.