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Apneia do Sono afeta 34% dos homens e 17% das mulheres

apneia do sono

A Síndrome de Apneia do Sono, perturbação respiratória que consiste numa pausa da respiração durante o sono de cerca de 10 segundos e mais de cinco vezes por hora, afeta mais de três em cada dez homens e uma em cada cinco mulheres entre os 30 e os 70 anos de idade. Precisamente para debater este problema, que afeta cada vez mais pessoas, realiza-se no próximo dia 17 de março, no Hotel Mercure, em Lisboa, a conferência ‘O Sono não se discute. Desafios da Medicina do Sono’.

Organizada pela Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SPDOF), pela Faculdade de Medicina de Lisboa, pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, pela Faculdade de Ciências Humanas da Católica, e pelo Centro de Electroencefalografia e Neurofisiologia Clínica (CENC), esta iniciativa pretende debater o tema, que ainda é desconhecido pela maioria do público.

Numa nota enviada às redações, a organização explica que “existem três tipos de apneia do sono: apneia obstrutiva do sono(SAOS), a mais comum; a apneia central do sono (ACS), menos prevalente do que a anterior; e a apneia mista do sono, que ocorre quando existem, simultaneamente, apneia central do sono e apneia mista do sono.”

“O sintoma mais comum de apneia do sono é a roncopatia [ressonar]. A este sinal juntam-se sonolência excessiva, cansaço sem motivo aparente e a falta de energia para as atividades diárias ou para praticar exercício físico, tensão alta e cefaleias matinais, urinar a meio da noite, etc”, refere Teresa Paiva, Neurologista do Centro de Electroencefalografia e Neurofisiologia Clínica (CENC).

Por outro lado, a organização refere que quem sofre desta condição acaba por ver afetado o seu dia a dia, uma vez que se traduz em quadros de sonolência diurnos e, a curto prazo, “origina cefaleias, irritabilidade e alterações do humor” e, nos casos mais graves, pode provocar “um decréscimo das capacidades intelectuais, défice de atenção, problemas de memória e de raciocínio e perda da função sexual.”

Gabriela Videira, médica dentista e coordenadora da Secção do Sono da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SPDOF), acrescenta que “atualmente existem muitas opções de tratamento para a apneia do sono que vão desde os dispositivos de CPAP aos dispositivos orais, entre outros, que permitem o tratamento eficaz e a melhoria significativa da qualidade de vida do doente. Estes dispositivos são hoje, na sua maioria, fabricados com recurso à mais alta tecnologia, permitindo que sejam silenciosos e de fácil utilização para garantir o maior conforto possível ao doente durante o sono”.

Conheça o programa completo da conferência aqui.